MÁRCIA MARIA ALMEIDA DE OLIVEIRA – ENTREVISTA

Márcia Maria de Almeida Oliveira

 

CRIADORA

Qual o sentido da vida?

Filosoficamente falando acho que o sentido da vida é a busca constante da felicidade, que nada mais é do que um estado de espírito. Mas, acredito que cada um de nós está nesse mundo para uma missão específica e nada acontece por acaso em nossas vidas. Quem sabe, minha missão nessa vida seria espalhar alegria e prazer pelo mundo através das minhas obras?

Qual o maior legado que vc recebeu dos seus pais?

Sem dúvida nenhuma a educação, além do amor incondicional e a união familiar.

O que é o amor?

Um sentimento profundo que nutrimos por outra pessoa, que nos angustia com a distância e nos alegra com a proximidade. Uma entrega, uma reciprocidade, e, não poderia deixar de ser, um ingrediente importante para a alcançarmos a felicidade plena.

Num mundo tecnológico e instantâneo como o que vivemos, vc acha que a literatura ainda tem espaço? Mas, e a internet?

Em minha opinião, ao contrário do que muita gente pensa, a tecnologia na velocidade da luz do mundo atual, contribui muito para uma maior divulgação da literatura e outros segmentos, consequentemente, maior espaço para se expandir. E a internet foi a maior invenção dos últimos tempos. Tornou mais fácil o trabalho de vários profissionais, inclusive do escritor, poupando tempo nos trabalhos de pesquisa que antecede a qualquer obra. E falando por conhecimento de causa, me beneficiei demais com as ferramentas que a internet dispõe

Como os livros podem ajudar a transformar o mundo?

Transformar o mundo através dos livros é uma utopia. Mas eles podem ajudar a mudar certos conceitos e atitudes, através das informações contidas neles. Podemos começar mudando o comportamento das pessoas diante de certos desafios e situações do cotidiano. Ajudando a transmitir através dos livros momentos de lazer, de alegria e emoção, além de experiências, conhecimentos, informações e entretenimento para várias pessoas em vários cantos do planeta. Sei que isso se compararia com uma gota d´água no oceano, mas uma gota é melhor que nada.

 

CRIATURA

Fale-nos resumidamente do seu último livro, como se estivesse a revê-lo em voz alta para um grupo de amigos.

A obra é pura ficção baseada em acontecimentos reais. Aborda temas atuais, como o tráfico internacional de mulheres, e futurísticos, como a modificação do DNA humano. Tem de tudo que eu particularmente gosto de encontrar em uma obra: Romance, aventura, mistério, fantasia e humor. Não se trata apenas de um romance adolescente, aliás, o público alvo é bastante extenso, consegue agradar desde jovens adolescentes até “jovens de espírito”, como eu. Rsrsrsrs.

O livro é bastante dinâmico também. Ao todo, o protagonista passa por duas situações de perigo antes da aventura principal que dá título a obra, além, claro, das situações engraçadas e do cotidiano do personagem. Vale a pena ler.

Como surgiu a inspiração para criar uma história com personagens fantásticos, romance e quadrilhas internacionais?

A inspiração veio dos noticiários de TV. Como disse anteriormente, nada acontece por acaso. Eu já tinha a ideia em mente de criar um personagem com poderes especiais, sempre gostei do tema, sou fã incondicional dos heróis das revistas em quadrinhos. Até que assistindo a um noticiário de TV, tive a oportunidade de ver uma reportagem sobre pesquisas com células tronco, quebra de ligações do DNA e… Bingo! Meu personagem seria fruto de uma experiência genética. As aventuras seguiram o mesmo caminho, ou seja, uma reportagem vista sobre tráfico de mulheres, sequestro… E por aí vai. É só ficar sempre com os olhos e os ouvidos atentos a tudo que ocorre em nossa volta.

Se DENIS VENTURA fosse trazido para o mundo real, qual seria o seu maior desafio?

Acredito que o maior desafio dele seria manter distância dos perigos e da violência urbana, coisa praticamente impossível no mundo atual.

Qual o papel da amizade em seu livro?

A amizade sincera e incondicional descrita no livro possui um papel de grande importância na mensagem que tento passar para o leitor. Mensagem essa que põe acima de tudo o dar sem esperar receber nada em troca. Livre de segundas intenções e interesses, serve de apoio nas situações mais delicadas em que o personagem se depara, lhe gerando força e coragem. Acho que todos nós deveríamos ter um melhor amigo, um ombro no qual se apoiar nos momentos mais difíceis da nossa vida.

Podemos esperar pela continuação das aventuras de DENIS VENTURA?

Com certeza. Desde que comecei a escrever “Uma aventura no Atlântico”, a ideia inicial era fazer uma trilogia, não sei dizer o porquê, talvez pelo fato de ser muito fã da trilogia “O Senhor dos Aneis”. Eu sabia desde o início que minha obra teria continuação. Prendendo-me a isso, já tenho concluído o volume 2 (O preço de um Veredicto) e estou escrevendo o volume 3, sem título definido ainda. Mas, já estou ficando com saudade do personagem, por conta disso, tenho demorado muito na criação dos capítulos do terceiro e último volume da trilogia.

 

BATE BOLA

 

Autores de ontem e hoje que sempre me inspiraram:

- Luis Fernando Verríssimo, pelo humor irreverente;

- J.R.R. Tolkien, pela inteligência e criatividade;

- Lynsay Sands, pelos ingredientes de mistério e humor em seus romances;

- Ariano Suassuna;

- Marian Keys;

- J. K.Rowling e muitos outros.

 

Livros de que nunca abriria mão:

Qualquer um que tenha um romance nas entrelinhas e algumas pitadas de humor, ação e aventura. Afinal, sou uma romântica incurável.

Não podem faltar no meu MP3 Player:

Músicas românticas, tanto nacionais como internacionais. Já falei que sou uma romântica incurável?

Filmes que me fazem ficar em casa:

Qualquer filme que tenha um protagonista, lindo, diga-se de passagem, com poderes especiais e que se apaixona por uma pessoa normal, com cenas de aventura, mistério, humor e sedução. Ops! Acho que estou falando do filme baseado na obra “Uma Aventura no Atlântico”. Sonhar, “ainda” é de graça.

Quem quiser me conquistar pelo estomago deve:

Convidar-me para almoçar ou jantar em um restaurante especializado em frutos do mar. Adoooooro!

 

TERRITÓRIO LIVRE

 

A quem você dedica essa obra?

Dedico principalmente à minha mãe que me pôs no mundo e me educou com maestria, pense numa mulher guerreira. Dedico também ao meu marido, que foi o primeiro a ler o livro e elogiar, aos meus filhos, minhas irmãs, meus irmãos, minhas sobrinhas e meus amigos, pela força e incentivo que me deram e dão. Ainda dedico para todas as pessoas sonhadoras como eu, consequentemente meus futuros leitores, que sente prazer em encontrar em um único produto, elementos capazes de despertar encanto e bem estar apenas pela simples leitura de um livro.

O que levou você a escrever um livro?

Ao longo dos meus 45 anos de idade, considerando-me madura o suficiente, cheguei a uma fase da vida, na qual, ao analisar os desafios que me foram impostos no berço, percebi que faltava para completar o ciclo, escrever um livro. Resolvi então escrever o que mais gostava de ler: fantasia, aventura, romance e humor, dosando esses elementos em um enredo único cativante e envolvente. Além disso, senti necessidade de renovar meus sonhos, uma vez que depois que me tornei mãe, estava, sem perceber, criando sonhos para o futuro próspero dos filhos e esquecido completamente meus próprios sonhos.

Quanto tempo levou para escrever o livro?

A obra levou pouco menos de dois anos para ser escrita e finalizada. Comecei em dezembro do ano de 2006, com algumas pausas, e terminei de escrever em meados de 2008, mas precisamente em setembro, ou seja, demorei 19 meses para concluir o livro.

Por que demorou tanto para publicar livro?

Depois de terminado, imprimi o livro e dei para meu marido ler, depois minha filha, em seguida minha irmã e sobrinha. Todos, sem exceção, gostaram, mas palavra e opinião de parente não vale. Então iniciei o processo de enviar cópias para algumas editoras, que demoravam bastante para dar um retorno, quando davam. Tive até um feedback positivo de uma Editora de grande tiragem, mas se tornou economicamente inviável porque, como se tratava de uma editora de grande porte, a tiragem inicial da primeira edição seria de 1500 exemplares, dos quais eu teria que adquirir 500. Diante da minha recusa, recomecei minha peregrinação por outras editoras, foi aí que encontrei a Editora Baraúna que também acreditou no potencial da minha obra.

Para qual público a sua obra é destinada?

Acredito que a obra tem potencial de atingir uma faixa de idade bastante flexível, entre adolescentes e adultos que possuam o mesmo gosto literário na área da ficção científica, aventura, humor e romance, independente da profissão, classe social, religião ou etnia.

 

CONCLUSÃO

 

Conte-nos um pouco como é a experiência de publicar um livro.

É uma experiência ímpar. Ver meu livro mostrado em alguns sites da internet, não tem preço, porém, é cedo ainda para dizer no que vai dar. A divulgação está seguindo a passos de tartaruga, mas acredito que tudo acontecerá em seu tempo. Confio muito no potencial da minha obra. Que venham as resenhas.

 

 

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