Indústria editorial encolheu 17% na última década

Essa é a conclusão do estudo que consolidou os números apurados na última década pela Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro realizada pela Fipe

A exemplo de o que já tinha feito no ano passado, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) consolidou os números apurados pela Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro na última década (2006 – 2016). Para realizar o estudo, que mostra o desempenho real do mercado de livros no Brasil no período, a Fipe retirou os dados nominais da pesquisa anual e trouxe os números a valores de 2016, corrigidos de acordo com o IPCA. O que se vê é que o mercado total, computando as cifras do mercado trade e para vendas de governo, encolheu, de 2006 a 2016, 17,08%. A queda real, já considerando a inflação no período, foi de R$ 6,35 bilhões, em 2006, para R$ 5,27 bilhões, em 2016. Tirando da conta as compras de governo, o tombo é ainda maior, de 22,85%, passando dos R$ 5,01 bilhões (em valores corrigidos) apurados em 2006, para R$ 3,8 bilhões, em 2016.

 

Economista Mariana Bueno, responsável pela pesquisa

Na década, a maior queda foi sentida pelo subsetor Obras Gerais, que desmoronou 44,18%, já considerando nessa conta as compras de governo. Nos últimos dois anos, esse segmento sangrou. Entre 2014 e 2015, perdeu 11,91% em faturamento real, mesmo com os livros de colorir que explodiram em 2015. Entre 2015 e 2016, nova perda de 10,51%. “Cada setor tem uma dinâmica muito própria. O de Obras Gerais, por exemplo, engloba livros que não são de leitura obrigatória. Então, essa queda é muito triste”, analisa Mariana Bueno, economista responsável pela pesquisa.

O subsetor de livros Científicos, Técnicos e Profissionais (CTP) caiu 17,72% na última década. Esse segmento vinha performando relativamente bem, sobretudo entre 2008 e 2012, chegando ao auge em 2011 quando apresentou crescimento de 13,89%. De 2013 para cá, no entanto, acumulou perdas. Isso se acentuou nos últimos dois anos da pesquisa: 2015, com queda de 16,39 e 2016, com 15,79. “A redução nos financiamentos estudantis e a evasão por conta da crise afetaram em cheio esse setor. Com isso, alunos e profissionais da área buscam outras formas de adquirir o material, seja de forma legal, como empréstimos em bibliotecas, seja de forma ilegal, com PDFs que baixam na internet ou fotocópias piratas”, observou a economista. Mariana aponta ainda que a queda poderia ter sido pior não fosse a área temática do Direito, que segurou um pouco o setor graças ao Novo Código de Processo Civil promulgado em 2015. A economista evidencia ainda que as greves nas universidades públicas também afetaram o setor.

O mercado privado de livros didáticos também sentiu queda de 13,39%, mas o subsetor foi compensado pelo aumento das compras de governo. Se em 2006, o governo comprou R$ 616,14 milhões (valor já corrigido) em livros didáticos, em 2016, comprou R$ 1,32 bilhão.

 

Ao mesmo tempo em que houve queda no faturamento, houve aumento de 20,88% no número de livros vendidos. Se em 2006, foram vendidos 318,5 milhões de exemplares; em 2016, foram 385 milhões. Isso se explica pela queda acentuada do preço médio do livro. Tomando por base apenas o mercado trade, o preço médio do livro em 2006 era de R$ 25,97 (valor já corrigido de acordo com a inflação). Em 2016, esse índice caiu para R$ 17,09. “Isso indica que as editoras colocaram no mercado edições mais baratas de seus livros, acreditando que, ao oferecer esse produto mais barato, ganharia em escala. Mas isso não aconteceu”, analisa a economista.

Clique aqui e acesse a íntegra do estudo que mostra o desempenho real do mercado de livros no país entre 2006 e 2016.

http://www.publishnews.com.br/materias/2017/05/23/industria-editorial-encolheu-17-na-ultima-decada?utm_source=PublishNews&utm_campaign=16e9abfd53-EMAIL_CAMPAIGN_2017_05_23&utm_medium=email&utm_term=0_598a87e1b7-16e9abfd53-43054093

Saraiva fecha o primeiro trimestre no azul

http://www.publishnews.com.br/materias/2017/05/17/saraiva-fecha-o-primeiro-trimestre-no-azul

A Saraiva realizou, na manhã da última terça-feira (16), uma teleconferência para apresentar os resultados do primeiro trimestre de 2017. No período, a empresa teve lucro líquido de R$ 281 mil, valor 5,6% maior do que o contabilizado no mesmo período de 2016. O Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA) fechou o primeiro trimestre em R$ 20 milhões, aumento de 1,6% em relação ao igual período do ano passado. A receita bruta obtida pela companhia pelos seus canais de venda (lojas físicas e e-commerce) se manteve praticamente estável, em R$ 541 milhões, versus os R$ R$ 542 milhões apurados no primeiro tri de 2016.

Chama a atenção, novamente, a força das vendas pela internet. Enquanto a receita bruta no canal lojas físicas caiu de R$ 367 milhões, em 2016, para R$ 348 milhões, em 2017; no e-commerce, subiu de R$ 175 milhões, no passado, para R$ 193 milhões, nesse ano.

A companhia pontuou na apresentação a importância do controle das despesas operacionais, que apresentou queda pelo quinto trimestre consecutivo, fechando o período agora em R$ 142 milhões, diminuição de 7,4% na comparação com 2016. De acordo com a direção da Saraiva, essa redução se deu graças aos “esforços na revisão de processos, renegociação de contratos e rigoroso controle de custos”. Se desconsiderasse o impacto das despesas extraordinárias de reestruturação pela qual a empresa vem passando, a redução alcançaria queda de 10,7%, salientou a companhia.

A empresa ressalta ainda que essa reestruturação das operações da companhia resultou ainda em ganho na gestão do capital de giro empregado e já houve redução de 4,8% nos seus estoques.
PublishNews, Leonardo Neto, 17/05/2017

SENADO COMEÇAR A DISCUTIR LEI DO PREÇO FIXO

Senado começar a discutir Lei do Preço Fixo

PublishNews – 27/02/2015 – Leonardo Neto

Fátima Bezerra (PT-SP) quer envolver todos da cadeia produtiva nas discussões sobre o assunto

 

A senadora Fátima Bezerra (PT/RN) apresentou, na última quarta-feira (25), o Projeto de Lei 49/2015 que propõe uma regulação de preços de livros no Brasil, criando uma política nacional de fixação do preço do livro, estabelecendo regras para a comercialização e difusão do livro. Pela proposta, o preço definido pela editora deverá ser praticado por todos os varejistas pelo prazo de um ano a partir do seu lançamento ou importação e será proibido a venda por preços inferiores ao estabelecido. A senadora disse ao PublishNews na manhã desta sexta-feira (27) que está empenhada em aprovar a lei e que pretende envolver todos os segmentos da cadeia produtiva do livro em um grande debate. “Pretendo realizar um seminário no Senado e trazer representantes de países onde a lei está em curso para contribuir com o debate”, adiantou a senadora. “O que me move ao tomar essa iniciativa é o desejo de contribuir com o acesso do livro e da leitura no país. O acesso à leitura no país hoje é muito frágil. Qualquer iniciativa que venha na direção de contribuir com o acesso à leitura é uma iniciativa bem-vinda”, defendeu.  O objetivo da lei, segundo está na íntegra do projeto, que pode ser acessada aqui, é garantir que a oferta de livros seja acessível ao grande público, além de proteger a pluralidade de pontos de vendas e garantir a igualdade de condições aos empreendedores livreiros. A iniciativa da senadora está em consonância com a bandeira defendida pela Associação Nacional das Livrarias (ANL). Edinilson Xavier, presidente da ANL até o próximo dia 17, quando será eleito o novo dirigente, defende que o projeto não é uma lei de tabelamento de preços. “O que a gente quer é que as livrarias não sejam excluídas do processo de formação de leitores. A lei não é para tabelar preços. Vem para disciplinar a lógica de um mercado. Queremos estabelecer regras e o principal argumento da regulamentação do mercado é fazer com que, em qualquer lugar do Brasil, tenha uma livraria. Queremos estimular os empreendedores a perceber que a livraria pode ser um bom negócio”, disse ao PublishNews. Xavier diz que o trabalho agora será na conscientização da sociedade sobre os benefícios que a lei pode trazer para o Brasil.

 

MARCADOR DE LIVRO ENVIA TUÍTES PARA LEITORES RETOMAREM A LEITURA

Redes sociais e comunicadores instantâneos juntaram-se às inúmeras tarefas cotidianas das pessoas, roubando o espaço de uma atividade saudável e prazerosa para a mente: a leitura. Na campanha da agência Mood para a editora Penguin, em vez de um vilão que impede o leitor de encarar os últimos capítulos do livro, o digital atua como um aliado.

Tweet For Read (Tuíte para ler, em tradução livre do inglês), eleito pelo IAB Brasil como o melhor case de julho, consiste em um marcador de página que emite um alerta no Twitter quando a pessoa passa um tempo sem ler. A ferramenta possui um sensor de luz e um timer que é ativado no escuro. Se o título não for aberto durante uma semana – ou um período previamente programado), um nano computador com wi-fi localizado no dispositivo dispara um tuíte para o perfil do leitor com uma frase do autor que está sendo lido.

A ação partiu de uma pesquisa da Fundação Pró-Livro e do Ibope Inteligência, divulgada no início do ano, cujos dados apontam que a queda do hábito de leitura deve-se ao fato de que as pessoas preferem ver entretenimento na televisão e na internet.

Fonte: Blog do Galeno

DUVIDAS SOBRE COMO CRIAR UM PROJETO LITERÁRIO? SOS LITERÁRIO

Acontecerá neste próximo final de semana (dias 23 e 24.08) um encontro muito bacana entre profissionais da industria do livro e autores que ainda não conseguiram , editores e

duvida

promotores culturais terão a rara oportunidade de se encontrarem com profissionais da industria do livro, que tirarão duvidas sobre publicações, direitos autorais, edição de livros, produção gráfica, e-books e muitos outros assuntos

O plantão literário contará com a presença dos escritores Roberto Taddei e Andréa Catrópa, além do webdesigner Ricardo Botelho, o jornalista Haroldo Ceravolo, o artista gráfico Leonardo Mathias e o advogado João Ibaixe Jr.

O S.O.S Literatura acontece das 14h às 18h, na Casa das Rosas (Av. Paulista nº 37, perto da estação Brigadeiro do metro).

LIVRARIAS PRESSIONAM PELA LEI DO PREÇO FIXO

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A notícia de que a Amazon esta prestes a começar a venda de livros impressos no Brasil reacendeu a discussão a respeito da Lei do Preço Fixo, que pretende regulamentar o mercado livreiro de modo a impedir a concorrência desleal e “canabalização” do mercado, como definiu o vice-presidente da ANL – Associação Nacional de Livrarias, Augusto Mariotto Katter. “O interesse da Amazon pelo mercado brasileiro é a prova de que o livro é um bom negócio”, observa Mariotto.

“Não somos contra a Amazon vir para cá. Somos contra a canibalização que a Amazon faz com mercados sem regulamentação”, completa o vice-presidente.

Na tentativa de ilustrar a importância da regulamentação, a ANL trouxe recentemente ao Brasil dois especialistas internacionais para falar sobre as suas respectivas realidades. De um lado, Oren Teicher, presidente da ABA (American Booksellers Association) vai mostrar como funciona o Mercado não regulado dos EUA e do outro, o francês Jean-Marie Ozanne (Editions Folies D’encre) vai mostrar como a França tem se organizado para proteger as suas livrarias. “Não queremos um mercado protecionista, queremos um mercado de concorrência legal”, defende Mariotto. O painel com os dois representantes internacionais acontece no dia 20, a partir das 14h.

Na França, onde recentemente o Parlame

nto aprovou uma “lei anti-Amazon”, livrarias (físicas ou on-line) não podem vender aos consumidores finais com descontos superiores a 5% e não podem praticar a política do frete grátis. A resposta da Amazon foi imediata e a varejista driblou a lei, passando a oferecer o frete a um centavo. “Isto prova que a exceção cultural exige uma luta permanente em sua defesa”, disse Ozanne em entrevista à revista da ANL que será distribuída durante a convenção. “Os políticos modificaram sua maneira de encarar as livrarias independentes, que são vistas hoje como um local de vida, uma riqueza, um capital de animação cultural”, comentou o convidado especial da convenção.

As discussões sobre a realidade das livrarias brasileiras e seus percalços levam invariavelmente às discussões em torno da Lei do

Preço Fixo. Segundo informações da ANL, pela primeira vez na história, outras entidades se declaram favoráveis à causa. De acordo com Ednilson Xavier, presidente da ANL, a CBL já se declarou favorável e partes do SNEL também já vê vantagens na aprovação da Lei. No entanto, ainda não há nenhuma ação em curso para que se reapresente algum projeto de lei no Congresso Nacional. O presidente da entidade disse que, por conta do período eleitoral que se aproxima, não se justifica entrar com nova tentativa de apreciação da Lei no Congresso Nacional. As novas investidas ficarão, portanto, para o início do ano, quando o cenário estiver mais consolidado.

“Ao contrário do que se pensa, a Lei do Preço Fixo não vai encarecer o livro, ao contrário, vai torná-lo mais acessível à maior parte da popula

ção”, garante Mariotto. A proposta da ANL é que, no primeiro ano de vida de um livro, seja praticado o preço de capa. “Implantando a regulamentação do mercado, você defende e protege a bibliodiverisdade. A regulamentação faria que empresários se sentissem incentivados a abrir mais livrarias. Fomentaria o incentivo à leitura”, defende o vice-presidente.

Fonte: publishnews – edição 19.08.2014