LIVRARIAS PRESSIONAM PELA LEI DO PREÇO FIXO

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A notícia de que a Amazon esta prestes a começar a venda de livros impressos no Brasil reacendeu a discussão a respeito da Lei do Preço Fixo, que pretende regulamentar o mercado livreiro de modo a impedir a concorrência desleal e “canabalização” do mercado, como definiu o vice-presidente da ANL – Associação Nacional de Livrarias, Augusto Mariotto Katter. “O interesse da Amazon pelo mercado brasileiro é a prova de que o livro é um bom negócio”, observa Mariotto.

“Não somos contra a Amazon vir para cá. Somos contra a canibalização que a Amazon faz com mercados sem regulamentação”, completa o vice-presidente.

Na tentativa de ilustrar a importância da regulamentação, a ANL trouxe recentemente ao Brasil dois especialistas internacionais para falar sobre as suas respectivas realidades. De um lado, Oren Teicher, presidente da ABA (American Booksellers Association) vai mostrar como funciona o Mercado não regulado dos EUA e do outro, o francês Jean-Marie Ozanne (Editions Folies D’encre) vai mostrar como a França tem se organizado para proteger as suas livrarias. “Não queremos um mercado protecionista, queremos um mercado de concorrência legal”, defende Mariotto. O painel com os dois representantes internacionais acontece no dia 20, a partir das 14h.

Na França, onde recentemente o Parlame

nto aprovou uma “lei anti-Amazon”, livrarias (físicas ou on-line) não podem vender aos consumidores finais com descontos superiores a 5% e não podem praticar a política do frete grátis. A resposta da Amazon foi imediata e a varejista driblou a lei, passando a oferecer o frete a um centavo. “Isto prova que a exceção cultural exige uma luta permanente em sua defesa”, disse Ozanne em entrevista à revista da ANL que será distribuída durante a convenção. “Os políticos modificaram sua maneira de encarar as livrarias independentes, que são vistas hoje como um local de vida, uma riqueza, um capital de animação cultural”, comentou o convidado especial da convenção.

As discussões sobre a realidade das livrarias brasileiras e seus percalços levam invariavelmente às discussões em torno da Lei do

Preço Fixo. Segundo informações da ANL, pela primeira vez na história, outras entidades se declaram favoráveis à causa. De acordo com Ednilson Xavier, presidente da ANL, a CBL já se declarou favorável e partes do SNEL também já vê vantagens na aprovação da Lei. No entanto, ainda não há nenhuma ação em curso para que se reapresente algum projeto de lei no Congresso Nacional. O presidente da entidade disse que, por conta do período eleitoral que se aproxima, não se justifica entrar com nova tentativa de apreciação da Lei no Congresso Nacional. As novas investidas ficarão, portanto, para o início do ano, quando o cenário estiver mais consolidado.

“Ao contrário do que se pensa, a Lei do Preço Fixo não vai encarecer o livro, ao contrário, vai torná-lo mais acessível à maior parte da popula

ção”, garante Mariotto. A proposta da ANL é que, no primeiro ano de vida de um livro, seja praticado o preço de capa. “Implantando a regulamentação do mercado, você defende e protege a bibliodiverisdade. A regulamentação faria que empresários se sentissem incentivados a abrir mais livrarias. Fomentaria o incentivo à leitura”, defende o vice-presidente.

Fonte: publishnews – edição 19.08.2014

AMAZON JÁ VENDE MAIS EBOOKS DO QUE LIVROS IMPRESSOS

A Amazon já vende mais e-books do que livros em papel.

No balanço divulgado no dia 27 de janeiro relativo ao período que se encerrou em 31 de janeiro, a empresa mostrou que vende 115 e-books (Kindle) para cada 100 brochuras em seu site americano, que atende também lugares que ainda não contam com edições Kindle. Em julho, os e-books já haviam superado os livros de capa dura, mas no fim do ano a proporção chegou a três para um. A loja tem mais de 810 mil livros digitais.

A Amazon divulgou também que as vendas gerais cresceram 36% no último trimestre.