A PERGUNTA AGORA É: OS E-READERS VÃO SOBREVIVER?

 

PublishNews –  Maria Fernanda Rodrigues

Discutir se há um futuro para o livro impresso é coisa do passado. Editores viraram o disco e agora se perguntam que tipo de aparelho as pessoas vão escolher para ler livros digitais: e-readers ou tablets? “Não é uma questão de ter um e-reader ou um tablet, mas de poder sincronizar todos os seus aparelhos”, melhor respondeu Riccardo Cavallero, da Mondadori. O assunto foi levantado na manhã desta segunda-feira, dia 10, em Frankfurt, nos dois primeiros painéis da Conferência PublishersLaunch, organizada pelo consultor e colunista do PublishNews Mike Shatzkin e por Michael Calder, responsável pelo boletim Publishers Lunch. A empresa AT Kearney apresentou números relacionados à utilização de e-readers e tablets nos principais países. De todos os países consultados, apenas no Reino Unido os tablets superam os leitores de livro eletrônicos (3.4% contra 2.6%). Nos Estados Unidos, a relação é equilibrada, com os tablets tendo entre 8% e 9% de penetração e os e-readers, entre 9% e 10%. Com relação ao número de e-books disponíveis, o Brasil, único país da América Latina consultado, está na lanterna, com 6 mil títulos. Os mais avançados são Estados Unidos (1 milhão), Reino Unido (400 mil), Alemanha e França (80 mil cada), China (60 mil), Japão (50 mil), Austrália (35 mil), Itália (20 mil) e Espanha (15 mil).

 

NADA SUBSTITUI O PODER DOS LIVROS

No último final de semana o editor da OBJETIVA deu uma interessante entrevista ao ESTADÃO, falando sobre o futuro dos livros, mercado, livros eletrônicos e uma série de outras coisas ligadas ao mercado, que valem ser conferidas:

 

‘Nada substitui o poder dos livros”

Roberto Feith fala sobre mercado, iPad e novos leitores

25 de julho de 2011 | 0h 00

Sonia Racy – O Estado de S.Paulo

Encontros com o Estadão

Divulgação
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Ele sempre quis escrever. Entretanto, os caminhos da vida levaram esse carioca a estudar em Nova York e a fazer carreira na TV Globo como correspondente internacional até chegar à direção da televisão na Europa. De volta ao Rio, Roberto Feith cometeu a “loucura” de comprar o controle de uma pequena editora, a Objetiva. Para desespero da concorrência, deu certo. E seis anos atrás, o Grupo Prisa-Santillana comprou o controle acionário da empresa mantendo o ex-jornalista a frente do negócio no Brasil.

Semana passada, em conversa por telefone, de seu escritório no machadiano bairro do Cosme Velho, no Rio, Feith comemorou mais um feito. A Objetiva assinou contrato para editar, a partir do ano que vem, nada menos que 27 títulos do poeta e escritor Mário Quintana.

Aqui vão trechos da entrevista:

Editar livros é bom negócio?

Pode ser um bom negócio, mas o mar está turbulento. Tem de ficar atento porque qualquer equívoco custa caro. Uma metáfora que me ocorre é a da dança das cadeiras. A quantidade de editoras é crescente, mas, quando a música parar, as empresas que não estiverem estruturadas vão sobrar.

Por que os livros são tão caros no Brasil?

Olha, recebemos um agente internacional recentemente e ele ficou revoltado com a tarifa do taxi, com os preços dos hotéis e dos restaurantes. Maiores do que em qualquer cidade americana. E o livro não é diferente de outros produtos. Por outro lado, quero deixar claro: levantamentos da Fipe mostram que os preços médios dos livros no Brasil estão caindo. Principalmente por causa da publicação de edições de bolso e da entrada de novas editoras no mercado, que aumentou a concorrência

O mercado editorial brasileiro tem aumentado proporcionalmente à população?

Não, não segue o mesmo ritmo. A curva de evolução do mercado editorial se mantém colada à curva do poder aquisitivo das classes médias e baixas. É o que mostram pesquisas tanto do Sindicato dos Editores quanto da Câmara Brasileira do Livro. O ritmo de subida ou descida é praticamente o mesmo.

Se tivesse condição financeira, o brasileiro leria mais?

A gente fala muito da necessidade de alfabetizar, do contingente de pessoas recém-alfabetizadas como perspectiva de crescimento do mercado. Só que, antes de atingir esse segmento, existe o nicho dos alfabetizados que têm o hábito da leitura, mas que não consomem tantos livros porque os salários não permitem. É um contingente significativo, que tem influenciado o crescimento do mercado nos últimos anos.

As novas tecnologias têm influenciado no hábito da leitura?

Elas são uma maravilha. Eu tenho usado bastante, porque viajo constantemente e preciso ler muitos originais. O Brasil ainda não sentiu o impacto da chegada do livro digital, porque ainda não tivemos a disseminação dos dispositivos digitais. Há muitos iPads, mas eles têm um monte de funções, e a leitura é apenas uma delas. Já os aparelhos que foram desenvolvidos só para leitura, como o Kindle, não estão presentes no País de forma significativa. Quando isso acontecer, o livro digital decolará.

Quanto custa para o consumidor baixar um livro no Kindle? E quanto fica com o editor?

De modo geral, as editoras vão cobrar pela versão digital de 30% a 40% menos do que pela versão em papel. A evolução do mercado digital no Brasil ainda é muito limitada. A editora que lança um título em formato digital tem de investir também em uma versão impressa. Nos EUA, o mercado digital está ameaçando a sobrevivência das livrarias. Aqui, o impacto será mais muito lento.

O livro de papel vai acabar?

Por enquanto não. Temos um universo muito grande de pessoas que só agora está entrando no mercado da cultura. Isso deve garantir mais um período de crescimento das livrarias nacionais.

Como as editoras buscam novos talentos?

Temos “batedores” em Londres, nos EUA e em Paris. Eles buscam títulos que possam atrair leitores, identificam novos autores. No Brasil, o contato com as agências literárias continua sendo importante. Isso faz parte da rotina, mas não é suficiente. A intuição não pode ser desprezada. O faro e a subjetividade podem definir o sucesso ou o fracasso de uma editora.

Você teve uma carreira como jornalista. O que fez com que se voltasse para os livros?

Depois que me formei em História e Economia, queria ser jornalista, pensava em escrever. Aí surgiu um emprego na TV Globo, em Nova York. Viajei o mundo inteiro, conheci a sociedade de diversos cantos do planeta. Nesse tempo todo, o apelo pela palavra escrita permaneceu. Quando surgiu a oportunidade de comprar uma pequena editora, chamada Objetiva, o impulso falou mais alto. Todo mundo dizia, na época, que eu era maluco por trocar a TV por uma mídia ligada ao passado. Mas liberdade é poder fazer o que a gente gosta. Acho que fiz muito bem.

Como você compara o conteúdo dos livros com o conhecimento gerado pela televisão?

No caso da ficção, o livro te permite uma viagem mais profunda e mais completa. Dificilmente o audiovisual ou a internet poderá oferecer o mesmo. Mergulhar plenamente no livro agrega conhecimento. É uma experiência sedutora, insubstituível.

Como você vê a produção intelectual brasileira?

Enquanto no resto do mundo a sociedade se move para proteger e estimular a criação intelectual, aqui tem gente querendo fazer o movimento contrário. As pessoas não trabalham de graça. Ninguém passa anos escrevendo um livro sem remuneração. Se autores brasileiros não forem estimulados, nossos alunos terão de usar cada vez mais publicações criadas no exterior, onde a produção intelectual é resguardada.

Por que iniciativas como a Flip são importante para o País?

A Flip e as Bienais do Livro têm um efeito multiplicador enorme. A valorização dos autores e de seus trabalhos é indiscutível. No caso da Flip, em que se procura trazer para o Brasil autores estrangeiros de qualidade, isso se torna uma forma importante de disseminação da cultura, do talento, do conhecimento.

Como a literatura brasileira é vista lá fora?

Está muito aquém da visibilidade do País como um todo. Eu vivi fora do Brasil nas décadas de 70, 80 e 90. Desde então, venho viajando a trabalho e acho que é indiscutível o crescimento do interesse global pelo Brasil. Mas isso não tem eco na literatura.

O que o Brasil tem de fazer para aproveitar essa oportunidade?

Os editores têm de apresentar as obras de autores brasileiros para seus parceiros internacionais. O governo triplicou a verba para a tradução. Acho muito bom. É uma possibilidade real que se tem para acelerar o processo. Nossa editora produz uma revista literária, a Granta, que nasceu na Inglaterra e agora está fazendo uma versão brasileira. Na edição nacional, que será apresentada no ano que vem, vamos abrir espaço para os jovens talentos brasileiros.
Colaboração
Débora Bergamasco debora.bergamasco@grupoestado.com.br
Marilia Neustein marilia.neustein@grupoestado.com.br
Paula Bonelli paula.bonelli@grupoestado.com.br



 

UM ANO DEPOIS…

PublishNews – 28/07/2011 – Maria Fernanda Rodrigues

O que mudou no mercado editorial brasileiro entre o 1° Congresso Internacional do Livro Digital e a edição que se encerra agora


Fotógrafo: Ilustração: Jonas Meirelles

 

Em um ano, o brasileiro parou de discutir se a chegada do livro digital representaria o fim do livro físico e colocou a mão na massa. No longínquo março de 2010, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Feira do Livro de Frankfurt realizaram o 1º Congresso Internacional do Livro Digital e o clima era de incertezas, com a maioria dos editores ainda sem coragem de arriscar e de investir dinheiro em experimentos.
Mesmo com poucos títulos convertidos para e-books, as livrarias começaram a se mexer. Em abril, a Gato Sabido deixou de reinar sozinha e teve de dividir os clientes com a Livraria CulturaA eBookstore da Saraiva seria inaugurada um mês depois. Hoje, até Ponto Frio, Casas Bahia e Extra vendem livro digital. E Ricardo Eletro, que passou a vender livros este ano, tem planos de incluir as versões digitais em seu site. E tem mais: hoje, até editoras vendem e-books diretamente para o leitor final a partir de seus sites, como é o caso da pioneiraCiência Moderna e do Grupo A.
As distribuidoras XeriphDLD também chegaram em 2010 para ajudar as editoras, que já conseguiram produzir, no total, 4 mil títulos em português. O número é pequeno se comparado ao de títulos importados à venda por aqui. Na Saraiva, por exemplo, eles superam os 220 mil. Essas mesmas editoras mandaram seus funcionários estudar, e nisso quem se destacou foi a gaúcha (e italiana) Simplissimo. Ela levou seu curso de produção de e-books para São Paulo e para o Rio e pode continuar viajando se conseguir fechar turmas em outros estados.
Dados de vendas ainda são um mistério, mas boas surpresas aparecem pelo caminho. O Grupo A, por exemplo, produziu um aplicativo para o livro Medicamentos de A a Z e vendeu nada menos do que 2.500 unidades só na AppStore (ele custa US$ 24,99).
As bibliotecas não ficaram de fora do movimento. Neste ano, Saraiva, Atlas, Grupo A e Gen criaram aMinha Biblioteca, uma empresa que pretende vender catálogos digitais para bibliotecas universitárias e queacaba de assinar contrato com a Ingram para a parte tecnológica.
Isso sem contar o interesse da Amazon e da Google, que estão contratando profissionais para atuar no Brasil, e da Kobo, que está trazendo o holandês Pieter Swinkels para cuidar de suas operações na América Latina.
Agora só falta o e-reader ficar mais barato, as editoras encontrarem um ponto de equilíbrio entre o preço do livro físico e do digital, os contratos serem resolvidos e o governo lançar edital para compra de obras digitais.
Ilustração: Jonas Meirelles – http://www.jonasilustracao.blogspot.com/

 

 

LIVRO EM PAPEL SEMPRE TERÁ UM MERCADO

Já faz algum tempo que nossa Editora faz seus lançamentos tanto em papel, quanto no formato de e-book (comercializados pela Saraiva, Gato Sabido e Potti), e estamos bem atentos à discussão a respeito da possível decorrada dos livros impressos.

Nossa opinião é a de que os livros eletrônicos vieram para ficar, mas não aniquilarão os livros impressos, que já passaram a ser chamados de tradicionais, num claro sinal de evolução do mercado.

Da mesma forma que a criação da televisão não trouxe a falência das rádios e tampouco os aparelhos de vídeo, e depois de DVD, não acabaram com os canais de televisão, livros impressos e eletrônicos conviverão pacificamente por um bom tempo. Há espaço para todos.

Nesta entrevista, concedida pelo presidente do Penguin Group ao The Wall Street Journal, é identificada uma diferença interessante entre os consumidores dos dois tipos de livro: a vontade ainda persistente de parte do mercado de ter um exemplar impresso, bem acabado e nas prateleiras de casa.

É uma opinião de peso, afinal se trata do principal executivo de uma das maiores editoras do mundo, com que concordamos. A facilidade de leitura em tablets é formidável, mas o prazer de ter o volume nas mãos ainda é irresistível…

Não perca os principais trechos da reportagem:

The Wall Street Journal

Poucos executivos do meio editorial têm uma visão mais privilegiada da rapidez com que a tecnologia digital vem transformando o setor do que John Makinson, o diretor-presidente da Penguin Group, a divisão de livros da Pearson PLC.

A editora publica mais de 4.000 títulos de ficção e não ficção no mundo. Decidir como e onde vender todos esses livros está muito mais complicado do que quando Makinson assumiu a presidência, em 2002. Na época, o negócio de livros digitais era pequeno e o impacto de descontos na internet não se fizera sentir em sua totalidade.

Entre as decisões cruciais de Makinson está a adoção do “modelo de agência”: nele, a editora estipula o preço de venda do livro digital e dá ao varejo 30% da receita. Hoje, o modelo está sendo examinado de perto por órgãos de defesa da concorrência nos EUA e na Europa.

A Penguin também é uma das três grandes editoras por trás do Bookish.com, site anunciado na sexta-feira que se concentrará em novos títulos e autores e venderá diretamente ao consumidor.

Diretor financeiro da Pearson de 1996 a 2002, Makinson, de 56 anos, também editou por um tempo a coluna Lex no “Financial Times”. Recentemente, falou ao Wall Street Journal sobre e-books baratos, leitura digital e livrarias independentes.

[Penguin]Daniella Zalcman para The Wall Street JournalJohn Makinson, diretor-presidente da Penguin, acredita que muitas pessoas querem presentear, compartilhar e guardar livros em papel 

Trechos:

WSJ: O livro impresso, em papel, vai deixar de ser publicado um dia?

John Makinson: Não, não creio. Há uma diferença cada vez maior entre o leitor de livros e o proprietário de livros. O leitor de livros quer apenas a experiência de ler o livro e é um consumidor digital natural: em vez de comprar um livro barato descartável, compra um livro digital. Já o proprietário do livro quer presentear, compartilhar e guardar livros. Adora a experiência. À medida que formos melhorando o produto físico, em especial a brochura e a capa dura, o consumidor vai pagar um pouco mais por essa experiência melhor. Outro dia, fui conferir a venda de clássicos em domínio público em 2009, quando todos esses livros estavam disponíveis de forma gratuita. O que descobri foi que nossas vendas tinham subido 30% naquele ano. O motivo é que estávamos começando a vender edições de capa dura — mais caras — pelas quais o público se dispunha a pagar. Sempre haverá um mercado para o livro em papel, assim como creio que sempre haverá livrarias.

WSJ: A seu ver, qual será a participação de mercado do livro digital nos EUA em 2015?

Makinson: Bem mais de 30%. O ritmo de crescimento no Reino Unido e em outros mercados é um pouco mais lento do que se esperaria se olharmos para a experiência americana. É que a penetração de aparelhos de leitura se dá muito mais lentamente.

WSJ: A lista de best-sellers do Kindle, da Amazon, é dominada por títulos baratos, bancados pelo próprio autor. Muitos custam US$ 2,99 ou menos. Para editoras tradicionais, essas obras independentes são uma ameaça?

Makinson: Esse é um mercado novo que, economicamente falando, é inviável no formato em papel. Não há como imprimir, distribuir e fazer estoque de um livro a esse preço. Mas, como editoras, provavelmente teremos de participar. (…) Além disso, vamos olhar para o catálogo. Talvez haja público para um western de US$ 1,99. É preciso muito cuidado, no entanto, para garantir que esse novo mercado não comprometa as vendas de Clive Cussler, Tom Clancy, Patricia Cornwell e Ken Follett.

WSJ: Qual o maior desafio para as livrarias num momento em que há milhões de títulos em papel à venda na internet e no qual a receita com livros digitais está dobrando?

Makinson: O varejo [tradicional] de livros tem futuro. O problema, em grande parte, não é só que há livrarias demais, mas que são muito grandes. Como diversificar a oferta ao consumidor para fazer um uso produtivo do espaço sem perder a experiência de se estar em uma livraria?

WSJ: Livrarias independentes sempre tiveram um papel fundamental no lançamento de obras literárias. Com o crescimento do livro digital e da venda on-line, quantas dessas lojas independentes vão sobreviver, considerando que estão sujeitas às mesmas forças que afetaram redes de livrarias maiores?

Makinson: Tenho uma livraria independente na Inglaterra, [a Holt Bookshop, em Norfolk, de cerca de 230 metros quadrados], então tenho um interesse aqui. Não quero soar ingênuo: vai ser muito difícil. Se formos ver as vantagens competitivas estruturais da Amazon em relação a uma livraria convencional, é espantoso. Mas as pessoas estão dispostas a pagar um preço maior numa livraria independente sabendo que podem comprar [o mesmo livro] por menos em outro lugar. É que o consumidor tem um envolvimento emocional com a livraria, sente que a livraria está prestando um serviço público, não só comercial. Não vejo indícios de que as livrarias independentes se tornarão obsoletas.

WSJ: O sr. lê em formato eletrônico?

Makinson: Quando viajo, uso um aparelho digital, principalmente para leitura de manuscritos. Se for só para ler livros, provavelmente vou optar pelo Kindle. Mas, se quiser viajar com um aparelho que me dê acesso ao e-mail em trânsito, é possível que leve um iPad. Também leio livros em papel.

 

A IDADE DOS E-BOOKS

Por JOSÉLIA AGUIAR –  Blog PAINEL DAS LETRAS:

“Quantos anos tem o e-book? Um, dois, três anos? Para o geek polonês  Piotr Kowalczyk, essa história começa há 40 anos. Pela cronologia que traçou, a primeira data não é, como se poderia esperar, a do lançamento do Kindle, da Amazon, que torna o formato mais popular, mas a do começo do Projeto Gutenberg, que coloca  na web desde 1971 grandes obras internacionais já em domínio público.

Kowalczyk fez o infográfico (clique na seção read the rest of this entry) e o publicou noseu blog, o “Pasword Incorrect”. O blog é escrito em polonês, mas o post e a cronologia estão em inglês, assim como as fontes de sua pesquisa citadas no pé.”

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NÃO BRIGUE COM A EVOLUÇÃO

Cada vez que sou apresentado a alguém, ou ficam sabendo que trabalho com livros, imediatamente se inicia a discussão a respeito do iminente derrocata dos livros impressos.

É muito curioso a polarização da “disputa” entre os defensores do novo, do moderno, do digital que dão até dia e hora para o fim dos livros de papel e, no outro extremo, os defensores dos livros impressos, com cheiro de papel, de tinta, com capa, orelha e tudo o mais.

Hoje, visitando o blog de TONI VAZ, vi um artigo que achei bastante interessante e resolvi compartilhar :

“A vida é uma evolução constante, quem sabe acompanhar essa evolução, cresce como pessoa e cresce em sua profissão. Mas há um grande número de pessoas que prefere ficar brigando contra a evolução dos tempos. Sempre que surge uma inovação tecnológica, imediata e radicalmente se posicionam contra.

Essas pessoas foram contra o uso do computador. Sentiam-se mais seguras usando máquina de escrever e papel carbono para produzir o texto em mais de uma via. Depois foram contra o telefone celular, alegando que aquilo fazia mal, além de ser ridículo. E hoje criticam o surgimento dos livros digitais. A alegação? Gostam do cheirinho do papel.

Eu também me senti inseguro diante de todas as inovações tecnológicas que conheci. Mas optei por acompanhá-las, entendê-las e usá-las. Mesmo porque, se não o fizesse, teria ficado para trás.

Trabalhei muitos anos como redator, usando uma máquina de datilografia antiga (acho que ela tinha mais idade do que eu). Depois fui trabalhar em outro lugar e me apresentaram meu instrumento de trabalho: uma máquina de escrever eletrônica. Eu nem tinha passado pela elétrica e já caí direto naquele monstro esquisito.

A inovação era tão grande que, num determinado dia, eu estava tomando um cafezinho quando vi o mesmo sujeito retirar meu monitor, alegando que iria fazer uns testes. Desesperado, saí atrás dele argumentando que todo meu trabalho do dia estava arquivado ali. Isso mesmo, eu achava que os arquivos ficavam no monitor. Nunca tinha ouvido falar naquela tal de CPU. Eu achava que aquela caixa metálica fosse uma espécie de bateria ou coisa que o valha. Mas ainda assim, segui em frente errando e acertando até me encaixar nas novidades.

A história mostra que foi sempre assim. No começo do século XX, as montadoras de automóveis americanas precisaram dar cursos para ensinar as pessoas a usar os freios, pois quando se aproximavam de uma curva, em vez de frear, elas gritavam: Ôoohhhh, como se estivessem guiando o cavalo de uma charrete. Nem preciso dizer quais eram as conseqüências disso.

Conheça nosso site www.tonivaz.com

Um forte abraço, Toni Vaz.”


Umberto Eco: “NÃO CONTEM COM O FIM DOS LIVROS”

A TV ESTADÃO divulgou hoje alguns trechos de uma entrevista recente do  UMBERTO ECO, em que ele garante a sobrevivência dos livros . De acordo com o autor o livro impresso é uma invenção como a roda, que não poderá ser suprimida em tempo algum.

A entevista é um bom aperitivo para o lançamento do seu mais recente livro  NÃO CONTE COM O FIM DOS LIVROS, que chega ao Brasil em mais alguns meses, em que é feita a defesa da sobrevida dos livro impresso.

Vale a pena conferir!

Fonte: TVESTADAO.COM.BR

NADANDO CONTRA A CORRENTE: LIVRARIA NOS EUA TROCA KINDLES POR LIVROS DE PAPEL


Para quem comprou livros eletrônicos e não se adaptou, uma livraria de Portland (Oregon), decidiu fazer uma promoção curiosa: troca um Kindle pelo valor equivalente em livros físicos da loja.

Com os títulos impressos custando entre dois e seis dólares, dá pra sair com uns 30 livros nas mãos. Mas a troca não poderá ser virtual: será preciso sair de casa e ir até a livraria pessoalmente para escolher seus novos títulos e entregar o ereader.

FONTE: The Red Ferret Journal