CERTA POESIA E ALGUMA CANÇÃO – CURSO COM ANTONIO CÍCERO

Cursos

Certa poesia e alguma canção
PublishNews – 20/07/2011 – Por RedaçãoO poeta, filósofo e compositor Antonio Cicero comanda o curso “Certa poesia e alguma canção” no Centro Universitário Maria Antonia(Rua Maria Antonia, 258 – Vila Buarque – São Paulo/SP. Tel.: 11 3123-5213/5214) nos dias 26, 27 e 28 de julho. As aulas irão partir da leitura de um poema enquanto obra de arte e como experiência inteiramente diferente da leitura de textos não-poéticos, analisando a forma e o tema dos trabalhos, possíveis intertextualidade, atitude estética, tradição e vanguarda. Também será tema das aulas a comparação entre poemas e letras de canções. As aulas acontecem das 20h às 22h30 e o valor da inscrição é R$ 170. As inscrições devem ser feitas no próprio Centro Universitário Maria Antonia.


PRÊMIO OFF FLIP ABRE INSCRIÇÕES

Atenção contistas e poetas:

A sexta edição do Prêmio OFF FLIP distribuirá R$ 12 mil no total!

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Fonte: PUBLISHNEWS

A sexta edição do Prêmio OFF FLIP de Literatura está com as inscrições abertas até o dia 30 de abril. O Prêmio, criado em 2006 como parte da programação literária da OFF FLIP, oferecerá aos poetas e contistas vencedores R$ 12 mil no total, além de estadia em Paraty e ingressos para mesas de debate da Festa Literária Internacional de Paraty. Os textos serão avaliados por escritores de expressão no cenário literário brasileiro e os 30 finalistas serão publicados em uma coletânea pelo Selo OFF FLIP. A premiação acontecerá entre 6 e 10 de julho paralelamente à Flip. O regulamento pode ser lido no site do prêmio.

A POESIA TEM LINGUAGEM PRÓPRIA?

Como para ser poeta não precisa ter cursado uma faculdade, muito menos uma língua padrão, visto que a linguagem para a poesia, não tem padrão específico, pois ela está contida na alma de cada ser.

Sendo assim, é de suma importância todo aquele que ama a poesia, e faz dela um motivo para viver, seja o escritor com seus inúmeros livros publicados, a dona de casa, aluno, professor, pedreiro, carpinteiro ou qualquer outro profissional. Unam-se para desmistificar esse conceito estabelecido, de que os dialetos mais prestigiados ainda são os das classes mais abastadas, seja financeira ou intelectual; tomando-o não mais como dialeto e sim como a própria “língua”, onde afirmam que os dialetos das classes populares corrompem a língua com seus erros.

Porém, notamos que há certa discrepância, pois muitos dialetos e jargões que são usados pelas classes populares, são hoje, usados por todas as classes sociais, como o termo “legal”, “asneira”, “arco da velha”, “baboseira”, entre outros. Devido a esta inverdade, muitos poetas estão com seus escritos no fundo das gavetas ou trancafiados em baús, pois temem falar em público, ou apresentar seus escritos a sociedade e serem envergonhados por não usarem a tal linguagem “culta”. Não ouso dizer que ela não seja de interesse as classes menos prestigiadas pela sociedade, pelo contrário. O ser humano é dotado de faculdades intelectuais hábeis, capaz de aprender diferentes dialetos regionais e saber o momento oportuno no qual se deve usar uma linguagem coloquial ou uma linguagem, digo “específica”. Para outros, “culta”. Como estamos falando de poesia; segundo alguns estudiosos, a poesia é o caráter que emociona que toca a sensibilidade, e sugere emoções por meio de uma linguagem.

Sendo assim, cabe ao poeta a linguagem que deve usar, seja ela falada ou escrita.

Agora eu pergunto: quais são os erros que cometemos ao escrever uma poesia? Erramos por querer preservar a língua materna? Erramos ao usar nosso dialeto regional? Porque o preconceito da  linguagem urbana?

Quero deixar aqui, alguns nomes de poetas consagrados que abriram o caminho para que novos escritores pudessem criar em liberdade, livres das algemas formais do academicismo, e que por ironia da linguagem, hoje, suas poesias são recitadas por poetas de diferentes classes sociais: Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Jorge Amado, Murilo Mendes entre outros, preocupados com a realidade brasileira, não se limitando apenas atender uma classe social de leitores, nem a uma norma estabelecida de “linguagem”.

Elen Viana é poetisa de grande talento. Membro destacado do projeto “CAFÉ, POESIA & CIA”.