LIVROS DEMAIS – LIVROS DE MENOS

Artigo escrito por FELIPE LINDOSO, publicado originalmente na coluna O X DA QUESTÃO, do PUBLISHNEWS, edição de 03.11.2011:

A produção de novos títulos tem aumentado exponencialmente desde que a edição digital se popularizou, especialmente nos Estados Unidos. Uma empresa como a lulu.com, especializada em self publishing, anuncia que tem mais de 1.100.000 “criadores”, dentro de um grande número de categorias, que incluem de livros de fotografias a romances, tanto em formato eletrônico como impressos sob demanda. E a lulu.com é apenas uma entre várias empresas desse segmento.
A Agência do ISBN nos Estados Unidos já chegou a outorgar mais de dois milhões de números em um único ano (2010), números que incluem todos os tipos de publicação, incluindo as digitais e as autopublicadas.
O fenômeno não se restringe aos Estados Unidos. No Brasil já ultrapassamos a marca das 50 mil edições e reedições anuais (considerando apenas as editoras comerciais), segundo a pesquisa de Produção e Vendas do Mercado Editorial, da FIPE/CBL, que não inclui os livros autopublicados.
E o fenômeno se repete em todos os países.
Há alguns anos tive a oportunidade de conhecer um livro muito interessante, escrito por um filósofo mexicano, Gabriel Zaid. Chama-se “Livros Demais”, que eu traduzi e a Editora Summus publicou aqui em 2004.
Nesse livro delicioso, Zaid trata justamente dessa proliferação de títulos. Lembra ele que, se alguém se dispusesse a simplesmente ler o nome dos títulos publicados em apenas um ano no mundo inteiro, gastaria mais que uma vida para fazer isso. E o ritmo não diminui.
Quem entra em alguma das grandes livrarias, as megastores que já existem em várias capitais (Saraiva, Cultura, Fnac, Livrarias Curitibas, Leitura e outras cadeias), chega a se sentir intimidado com a quantidade de livros. Na minha casa comentamos que livros não produzem filhotes, e sim ninhadas. A multiplicação é estonteante, e sempre acabamos comprando livros que certamente jamais conseguiremos ler.
Gabriel Zaid desenvolve alguns raciocínios interessantes em seu livro. Um deles é quando postula que cada título possui um número determinado (embora não reconhecível) de leitores, segundo sua “amplitude de interesse”. Por exemplo, um livro sobre aranhas transgênicas poderá ser de muito interesse para, digamos, quinhentas pessoas. Não mais que isso. Um título popular, por sua vez, pode ser desejado e legível para milhões de pessoas.
O grande problema, diz Zaid, é fazer que esse público saiba da existência e reconheça o que lhe interesse, encontre-o e o leia. Esse “encontro feliz” entre o livro e seu leitor é o que completa e dá sentido à publicação de um livro.
Infelizmente é muito difícil que esses encontros aconteçam em sua plenitude. Sempre haverá quem esteja profundamente interessado em aranhas transgênicas e não consiga ser apresentado ao livro, deixando assim um buraco notável em sua vida de leitor.
Outro problema, diz Zaid, é que esse número de leitores, apesar de determinado, não é previamente conhecido. Pior ainda: os autores tendem a superestimar o número possível de seus leitores. Assim, no caso do nosso hipotético livro sobre aracnídeos geneticamente modificados, seu autor pode até ter a ilusão de que, em vez de trezentos leitores, seu livro seja “desejado” por cinco ou dez mil outras pessoas, e fica profundamente frustrado quando percebe que só vendeu uma parcela ínfima dessa quantidade. Afinal, o autor do livro sobre aranhas pode também sonhar em ser um mega vendedor de livros, um Paulo Coelho da entomologia.
Por outro lado, diante da imensa diversidade de experiências humanas, é possível imaginar que sempre haja alguém interessado na leitura de algum título. Não apenas aranhas transgênicas merecem ter seu livro. Parafraseando Terêncio, que disse que “nada do que é humano me é estranho”, poderíamos dizer que “nada do que é humano pode deixar de ter um livro”. Desde que, é claro, ache outro ser humano que se interesse.
Se conseguíssemos encontrar uma maneira eficiente de fazer essa ponte entre cada título e os seus leitores predestinados, e diante da constatação da proliferação de títulos, poderíamos afirmar que, afinal de contas, há ainda livros de menos.

 

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial. Mantêm o blogwww.oxisdoproblema.com.brA coluna O X da questão traz reflexões sobre as peculiaridades e dificuldades da vida editorial nesse nosso país de dimensões continentais, sem bibliotecas e com uma rede de livrarias muito precária. Sob uma visão sociológica, este espaço analisa, entre outras coisas, as razões que impedem belos e substanciosos livros de chegarem às mãos dos leitores brasileiros na quantidade e preço que merecem.

BRASIL: PAÍS HOMENAGEADO NA FEIRA INTERNACIONAL DE FRANKFURT. PARA QUE SERVE?

País tema de feiras internacionais? Para que serve?

PublishNews – 09/08/2011 – Por Felipe Lindoso

Sabendo do meu envolvimento com a presença internacional da literatura brasileira, amigos meus já perguntaram para que serve essa história de ser “país convidado” ou “tema central” de feiras internacionais. Com a próxima reapresentação do Brasil como tema em Frankfurt, em 2013, vale a pena pensar um pouco a respeito.
Como já escrevi no meu blog, o inventor desses “temas centrais” em feiras do livro foi Peter Weidhaas que, durante 25 anos, foi o diretor da Feira do Livro de Frankfurt, como resposta a uma demanda de que aquele evento não se restringisse a ser um amplificador do negócio de best-sellers e abordasse também temas relevantes no âmbito da discussão intelectual.
Temas como “Ano das Mulheres”, “Literatura latino-americana”, “África” e outros foram se desenvolvendo em Frankfurt e, a partir de um certo momento, cada feira passou a ter um país como “Tema Focal” a cada ano. O Brasil ocupou esse lugar em 1994 e o ocupará novamente em 2013.
Além de Frankfurt, o Brasil já foi “tema central” das feiras de Livros de Bogotá, Paris e Guadalajara.
Ser o país convidado para um evento desses implica em investimento por parte do homenageado. É necessário ter um estande especial, geralmente muito maior que o normalmente ocupado pelas editoras; organizar a presença de um número significativo de escritores, e também organizar eventos culturais relevantes, seja na área da própria feira, na cidade e no país onde se é homenageado.
O que justifica aceitar essa homenagem, para ir além do ufanismo?
Dois fatores, na minha opinião, podem justificar isso. Os dois não são excludentes, e sim complementares. O primeiro é a ampliação da presença dos autores brasileiros no exterior, com a venda de direitos autorais. O segundo é inserir essas homenagens dentro do contexto da diplomacia cultural, o que remete o evento à consideração da importância do país que homenageia para os objetivos da política exterior do Brasil.
A cultura – e o livro em particular – é um instrumento valiosíssimo de política cultural. A produção intelectual do país, a projeção dos seus autores e os demais eventos culturais abrem portas para outras dimensões da política externa: investimentos, comércio internacional, interesses geopolíticos e econômicos do país homenageado. Para citar um exemplo não brasileiro e bem extremo disso: a presença do Chile como país homenageado em Guadalajara se deu fortemente em torno dos vinhos e das frutas, itens fortes da pauta de exportação daquele país e de consumo direto pela população (o cobre, outro ponto forte das exportações chilenas, é matéria-prima e sua importância é conhecida apenas pelas indústrias; o grande público não tem nada a ver com isso). Assim, a junção de livros com vinhos e frutas criou um ambiente favorável para uma presença maior dos produtos chilenos na mesa dos mexicanos. Como o Chile já tem dois ganhadores do Prêmio Nobel de Literatura, brindes a Pablo Neruda e Gabriela Mistral foram muito bem vindos na ocasião.
Dessa maneira, se bem organizada e estruturada, a presença como “país homenageado” rende efeitos culturais imediatos, mostrando os mais variados aspectos da nossa cultura no país da feira, e cria um ambiente propício para o desenvolvimento de outras ações de política externa, tanto na área cultural como das relações políticas e econômicas.
No âmbito da política cultural, entretanto, existe uma condição para que essa ação possa ter um efeito duradouro. É que o país tenha uma política cultural consistente, tanto para ações internas quanto internacionais. Caso contrário, os efeitos dessas ações se desfazem muito rapidamente, sem que haja um “retorno” continuado que aproveite sistematicamente o esforço concentrado que foi feito.
Infelizmente, foi o que aconteceu nos exemplos mencionados das homenagens ao Brasil.
Foi feito um extraordinário esforço de difundir a melhor imagem possível do Brasil. Sem exageros – e falo particularmente de Frankfurt 1994 – foi mostrada aos alemães a imagem da diversidade cultural do país, com a presença de muitas dezenas de autores, antes e durante a feira, e importantes exposições de artes plásticas que, em vários casos, circularam por outras cidades da Alemanha e mesmo na França. (Sobre a próxima apresentação do Brasil como país tema em Frankfurt, aliás, farei uma série de posts a partir da próxima semana, procurando tirar as lições do que foi feito para contribuir na definição do que pode ser feito em 2013).
O esforço rendeu traduções de livros, tanto de autores já traduzidos como de novos representantes da literatura brasileira, centenas de centímetros/colunas de notícias nos principais jornais europeus, não apenas nos alemães, e a criação de um extraordinário ambiente de admiração e boa vontade para com o Brasil.
Mas esse esforço não teve continuidade.
O programa de apoio às traduções, como já disse em outro momento, viveu anos em “soluço”: um ano tinha, outro não, outro talvez. O Itamaraty reduziu drasticamente o número e as ações dos CEBs – os Centros de Estudos Brasileiros – que eram o principal instrumento da ação cultural brasileira no exterior. E o Ministério da Cultura fez pouquíssimas ações no período 1996/2002. Depois de 1994, o MinC não retomou o programa de cátedras de ensino de literatura que existia anteriormente, e só este ano deu impulso decisivo ao programa de apoio às traduções. O Itamaraty, por sua vez, continua sem dar o devido impulso aos CEBs que sobreviveram, depois de ter fechado vários deles.
É claro que sempre sobram resquícios positivos desses grandes eventos, aos que se somam, hoje, os efeitos da maior projeção do país no âmbito internacional. Mas é necessário, definitivamente, ultrapassar a síndrome do grande evento e ter políticas públicas permanentes para a projeção da cultura brasileira no exterior. Vide a importância que tem o Instituto Goethe, a Alliance Française, o Instituto Cervantes, o Instituto Camões e o Instituto Italiano de Cultura na política exterior dos respectivos países.
Em resumo, ser “país tema” de grandes eventos é algo excelente – se tivermos políticas públicas consistentes e com continuidade para dar seguimento às ações e a coisa não se reduzir à festa, sempre boa, mas efêmera.
Um evento não é política pública, mas aproveitar de um grande evento para desenvolvê-las é saber aproveitar as oportunidades, o que vale para feiras de livro, copas de futebol e olimpíadas.

 

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil pode ser um país de leitores? Política para a cultura, política para o livro, pela Summus Editorial. 

 

PARABÉNS PUBLISHNEWS!!!

O início de uma nova década

PublishNews – 21/07/2011 – Carlo Carrenho

PublishNews entra em sua segunda década com 10 mil assinantes e muita história ainda por contar

 

Era uma sexta-feira, 20 de julho de 2001. Eu chegara às 6 da manhã na DeFato, uma empresa de clipping inteligente, localizada em Pinheiros, onde eu trabalhava como editor das notícias de saúde e TI. Na época, além de acompanhar as estrepolias de José Serra como ministro da Saúde e saber qual era a última novidade no tratamento de acne, eu aprendi como resumir notícias radicalmente, deixando apenas as poucas linhas que traziam a informação “de fato” relevante. Meu grande tutor nisto foi o jornalista-guitarrista Alexandre Volpi, e nunca vou esquecer sua primeira lição: “esqueça o mouse”! Realmente, para conseguir transformar 250 páginas de um documento de Word consolidadas pelos plantonistas da noite em uma newsletter de duas páginas, eu não poderia perder tempo procurando o mouse. Conclusão, até hoje uso vários atalhos aprendidos ali. Obrigado, Volpi!
O clima na redação era divertido, apesar do horário quase noturno do trabalho. Ricardo Muniz, que me indicou o emprego, trazia café do sítio do pai. Ricardo Briganó, corinthiano roxo, discutia futebol o tempo todo. O General capitaneava o horário e o envio do material editado. (Não lembro o nome do General, se é que um dia alguém me falou). A Luciana – ela mesmo, até hoje no PublishNews! – cuidava do atendimento e do dia a dia do escritório. O garoto Celso de Campos Jr. terminava o curso de jornalismo e ainda só sonhava em ser o maior biógrafo de Adoniran Barbosa. E ainda tinha o Walter, que trabalhava de casa, e chegava depois pronto para discutir qualquer coisa com o Ricardo Briganó! Bons tempos…
Enfim, naquela sexta-feira, eu decidi colocar em prática uma idéia que havia tido dias antes. Por que não criar um produto similar aos outros da DeFato, só que para o mercado editorial? Na época eu tinha uns sete anos de experiência no mercado e estava começando minha pequena, divertida e falida editora, então já entendia um pouco o que o mercado precisava saber. Montei então um blog, salvo engano no Blogger. E comecei a pegar e resumir as notícias do dia que interessavam ao mercado editorial. A primeira notícia foi “O disputado negócio dos espólios literários”, da Gazeta Mercantil, mas havia ainda notícias sobre a Amazon, agentes literários e até sobre um empresário que estava publicando contos eróticos. O primeiro PublishNews pode ser acessado aqui.
O nome PublishNews foi decido em 10 segundos no momento em que eu preenchia o formulário do blog, simples assim. Depois, talvez inspirado pelo modelo DeFato, pensei que seria interessante “enviar o blog” por e-mail para as pessoas. Fiz uma conta no yahoogroups e enviei o primeiro PublishNews para 10 amigos. E nunca mais parei. Até não sei de onde veio a obstinação de enviar o informativo diariamente, faça chuva ou faça sol. Não havia plano de negócios, ambições financeiras ou uma grande estratégia. Havia boa vontade, obsessão e inocência.
Hoje, o PublishNews tem mais de 10 mil assinantes. É respeitado nacional e internacionalmente como a grande fonte de informações do mercado editorial brasileiro. Deixou, faz tempo, de ser apenas um clipping e disputa com os maiores veículos a corrida por furos de reportagem. Possui uma edição internacional, o PublishNews Brazil, em parceria com a Feira de Frankfurt. E, sem falsa modéstia, publica a melhor lista de mais vendidos do Brasil.
Mas o PublishNews só completou estes 10 anos de existência com tanto sucesso graças a inúmeros colaboradores, amigos, funcionários, anunciantes, apoiadores e muitos etc. A lista é longa e seria difícil não esquecer alguém. Por isso, prefiro um agradecimento geral a todos os que nos ajudaram. E quero deixar ainda um muito obrigado do tamanho do banco de notícias do PublishNews para a equipe atual. Cassia, Gabriel, Gabriela, Luciana, Maria Fernanda e Ricardo, obrigado por acreditarem neste sonho que eu nem sabia que eu tinha sonhado!

Ontem completamos 10 anos. Mas preferimos comemorar hoje porque inícios merecem tanta comemoração quanto finais. Algum livro de autoajuda já terá dito que o primeiro passo é sempre o mais difícil, e é verdade. Hoje estamos enviando a primeira edição da segunda década de existência do PublishNews. E é isto que queremos comemorar, junto com todos os nossos assinantes: o início de uma nova década.

 

SERÁ DIFICIL ENCONTRAR UMA BIBLIOTECA PÚBLICA DAQUI A 15 ANOS

Por Mike Shatzkin, publicado originalmente no PUBLISHNEWS:

Falei com um grupo em Montreal reunido pela Associação de Editores e pela Associação de Escritores de Quebec (de língua inglesa) num pequeno auditório na Biblioteca Atwater. Esta é uma biblioteca particular com mais de 100 anos e pouca ajuda governamental. (Oartigo do Globe and Mail que me citou diz que ela é de 1828.) Ocupa um prédio que provoca muita nostalgia numa esquina do centro da cidade em frente a um pequeno parque e bem pertinho do antigo Montreal Forum, onde os Canadiens jogaram hóquei durante muitos anos (e eu tive a sorte de ver um jogo uma vez em 1958).

Eu podia decidir o assunto da conversa então falei o que eu acho que são os dois grandes temas das mudanças digitais na indústria editorial: vertical e global. Leitores desse blog já viram material sobre as duas coisas. Vertical se refere à especificidade do sujeito ou, se vocês preferirem, especificidade da audiência. Eu proponho que a publicação por assuntos – como são todos os livros das maiores editoras – é possível por causa das livrarias, que organizam os livros em prateleiras que fazem sentido aos clientes.

Um componente importante do argumento “vertical” é o inevitável declínio das livrarias. O que leva a isso é o inexorável movimento de clientes que deixam de comprar em livrarias para comprar on-line, combinado com a exigência da “massa crítica” por uma livraria. Algumas pessoas dizem que uma livraria vai fechar se perder 10% de seu negócio; eu normalmente digo 15%. Obviamente, isso varia de acordo com a loja. Assim como, obviamente, uma loja não precisa perder todo seu negócio, ou nem metade dele, antes de ser economicamente inviável e forçada a fechar.
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Com uma livraria fechando, comprar nelas se torna algo menos conveniente. Com as livrarias restantes cortando o espaço nas prateleiras, elas se tornam menos atrativas. Tudo isso leva mais pessoas a comprar livros impressos via on-line ou mudar para e-books.
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Como a habilidade mais importante para editoras voltada ao consumo de massa nos últimos 100 anos tem sido a capacidade de colocar seus livros nas prateleiras, esta é uma situação assustadora e todo editor precisa ficar atento.
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A tendência global é mais encorajadora para pessoas no mercado editorial hoje e é especialmente mais feliz para editoras em pequenos países que distribuem conteúdo em idiomas mais comuns. Isso significa que editores canadenses tanto em inglês quanto francês devem se beneficiar muito da infraestrutura construída que os coloca mais perto de clientes em todo o mundo.
Em parte porque estávamos numa biblioteca e em parte porque alguém perguntou, eu também falei um pouco sobre o futuro das bibliotecas. O Toronto Globe & Mail informou dessa forma:
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E as bibliotecas? “Bibliotecas não farão sentido no futuro”, disse Shatzkin no palco de uma biblioteca que foi fundada em 1828. Qualquer um com internet já consegue acessar muito mais livros do que os existentes numa biblioteca. Essa foi sua explicação. “Não existe a necessidade de um prédio.“ Haverá uma crescente necessidade de bibliotecários, no entanto; suas habilidades continuarão sendo necessárias, assim como a dos editores.
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Essa citação foi realmente mal usada e é bastante desagradável para muitas pessoas. Então pensei que valeria a pena devotar um post ao assunto do futuro das bibliotecas.
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Primeiro de tudo, a palavra central é “futuro”. Eu fico sempre repetindo que a infraestrutura para a criação e distribuição de livros impressos passou por mudanças orgânicas nos últimos 100 anos. É uma capacidade bastante desenvolvida. Editoras sabem como fazer livros impressos de forma correta e eficiente; sabem como encontrar e servir os clientes. Sabem como imprimi-los em escala e, nos últimos 12 anos, até mesmo um de cada vez. As exigências especiais que as bibliotecas possuem para preparar livros que devem ser guardados são realizadas de forma fácil pela Ingram e a Baker & Taylor.